Além do Clube
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Literatura


Edi Silva

Edi Silva é ator, roteirista, dramaturgo, compositor (Ah! tem música gravada no disco de Cezinha), faz parte de uma seleta casta de pensadores de Ceilândia (embora more atualmente em Taguatinga) e, pouca gente sabe, já até tocou violão. É celebrado como uma das personalidades do "Berço dos Grandes", artistas que provam com suas obras e premiações devidamente merecidas que Ceilândia tem cultura "tipo exportação". Desde os tempos do teatro na igreja que Edi já mostrava em seus roteiros a inclinação para tratar de temas sociais e políticos. O que começou como atividade amadorística nas horas vagas terminou por tomar forma e lhe render o Prêmio Funarte de Dramaturgia de 2005. Confira abaixo a reportagem do Correio Brasiliense de Dezembro deste ano.

Como gerente-geral de construtora, a rotina de trabalho de Edivaldo Silva, nada tem a ver com palco, coxias, refletores, poltronas e camarins. Fora do horário comercial, ele se dedica ao teatro em oficinas em Taguatinga, para onde mudou depois de ter morado muitos anos em Ceilândia. Depois de participar como ator em peças amadoras, ele foi incentivado a escrever. A primeira tentativa no campo da dramaturgia rendeu o Prêmio Funarte de Dramaturgia 2005, que contempla obras inéditas das cinco regiões brasileiras. Com o texto "Laura", Edivaldo desbancou 46 concorrentes da categoria adulto e recebeu R$ 15,000. “É um bom incentivo. Foi uma surpresa porque eu nunca fiz curso de dramaturgia.", diz o vencedor que prefere ser chamado de Edi Silva. A peça vencedora de Edi Silva tem como gancho o período da ditadura militar no Brasil. "O ponto principal é questão dos presos polí¬ticos. "Resolvi visitar esse passado recente porque sinto que essa época é esquecida pelos jovens", justifica o autor."Laura" acompanha o encontro de um casal, preso por engano e torturado pelos militares. Anos mais tarde, Laura e Alfredo reconhecem o torturador, que ocupa o cargo de gerente do banco onde pedem empréstimo. Por causa do trauma da prisão, Laura decide se vingar e arma um plano para sequestrar o antigo inimigo. Para Edi Silva, trata-se de uma estória de amor com vários flashbacks. O autor pretende montar a peça com o grupo Invenção Brasileira, liderado por Chico Simões, em Taguatinga. O prêmio Funarte serviu de estímulo para que Edi Silva começasse a escrever outra peça com enfoque político. Dessa vez o tema é a ocupação agrária pelo movimento dos sem-terra.

(Renata Caldas - Correio Brasiliense, 29 de Dezembro de 2005).

Edi está em plena atividade com o grupo teatral Invenção Brasileira de Chico Simões e mantém um blog onde discute assuntos como artes, cultura, política e afins.

 

Francisco Morojó (Pezão)

O que quer seja dito sobre Francisco Morojó, o pezão, o maior poeta candango, é melhor que seja dito por quem realmente o conheceu desde longa data como o cronista José Carlos Vieira. O poeta e o alfaiate Conheci Francisco Morojó, o Pezão, no final dos anos 70. Frequentávamos o agitado bar do Kareka. Eu, um estudante de comunicação da UnB. Ele, um poeta recém saído do serviço militar e aprendiz de alfaiate. Os dois, sem dinheiro no bolso, unidos por uma mesa de bar, bebendo pinga com mel, falando de política e poesia. Radicais até as unhas dos pés. Melhor dizendo: anarquistas felizes. A corrida pela vida nos levou a rumos diferentes. Três anos depois, no início da década de 80, encontrei-o em Olhos D'água, onde os malucos-beleza de Brasília se reuniam para trocar oupas e sapatos usados por artesanatos ao som da boa música. Bem bicho-grilo, riponga em extinção. Pezão fazia parte do Paraibola, o Sex Pistols do forró. Zabumba, triângulo e sanfona...Lançava seus primeiros livros de poesia mimeografados.

Escatológico, fantástico, algumas vezes lírico, ele perambulava tonto pelos caminhos da poesia popular. Um repentista urbano, destemido como cangaceiro, dentro de um Grande Circular lotado. Os poetas Paulo Kauim e Natinho o comparavam ao novaiorquino Basquiat, ao carioca Gentileza. Nos vimos no lançamento do meu último livro em 2000. -Você é o príncipe da poesia, repetia para todos os poetas.E emendava:"Eu sou o rei". Num final de semana do ano passado, Pezão pegou carona com amigos para ir a Olhos D'água. No meio do caminho duas garotas também pediam carona. Gentleman, saiu do carro e deu lugar para as "princesas". Retornou à estrada com o dedão em pé. Os amigos e as meninas chegaram à cidade. Mas pezão não chegou. O carro em que viajava capotou. Só ele morreu. Foi uma omoção em Olhos D'água e também na maioria dos bares de Brasília, do Conic ao setor "P", passando pelo Beirute. O poeta e alfaiate de fino corte, o colecionador de vinis, o astronauta nordestino, o paradoxal, o rei da noite foi embora. No enterro, várias tribos reunidas, o forró comendo solto, e as garrafas vazias de vinho e de cachaça espalhadas pelo chão. Como numa cena de Terantino, de Fellini, de Almodóvar, os artistas, os loucos, os párias, os infelizes, os puros dançavam ao redor do corpo na capela do cemitério de taguatinga. As pessoas das capelas próximas não entendiam, todas embasbacadas, ao assistir o ritual daqueles anjos da noite. De repente, no meio do enterro, um pula dentro da cova. Em desespero, pede para ser levado no lugar do amigo. O forró e a cachaça não paravam. Foi uma das mais belas e verdadeiras homenagens a um poeta, o Salvador Dali daqui da cidade, que não usava gravata, diploma ou crachá de academia. Parafraseando Itamar Assunção, quando da morte de Paulo Leminski - o músico enviou um fax ao poeta já morto -, uso essa crônica para homenageá-lo: Pezão, aqui é o Zé Carlos. Não fui ao seu enterro porque você não irá ao meu.

Não quero ser o vigário da tua matriz
Tampouco o operário da tua filial
Quero ser apenas uma barraquinha de camelô
Num ponto bem situado da tua alma
Onde eu possa vender todos os sonhos...

(Francisco Morojó)

Fonte: Correio Brasiliense 01 de novembro de 2004.

Saiba mais sobre Francisco Morojó no Museu da Memória Viva e no Sarau Cultural Francisco Morojó.


José Antonio do Nascimento (Zeca)

Professor de atividades da Secretaria de Educação do Distrito Federal. Formado em Artes Plásticas pela Universidade de Brasília, tem forte ligação com as letras e as figuras de linguagem da poesia.Músico autodidata, compõe desde a juventude.

Nascido no Espírito Santo, na cidade capixaba de Alegre, esculpe, desenha e escreve desde os oito anos de idade.

Já participou de vários festivais de música e poesia.Nunca soube se ganhou, por jamais ir buscar seus prêmios. Acredita que a arte é expressão, não competição. Filho de pais quase analfabetos e de família simples, evitou sempre a divulgação de seus trabalhos, ficando à margemdos movimentos culturais.

Agora, com o exercício do magistério, estudo e experiência poética, acredita no seu trabalho como escritor, poeta e artista.

Livros:
Giro Sons Com Versos - 2005
Jóias Pardas - 2004




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Artes Plásticas

Marcílio Tabosa
Ilustrador, Designer, Xilogravurista

É artista plástico, xilogravurista e ilustrador gráfico.
Além de integrar o vídeo, produzido em 2005 pelo Grupo Atitude em parceria com o Instituo C&A - chamado “As Criações e Invenções da Ceilândia - a arte xilográfica de MARCÍLIO TABOSA pode ser encontrada pelos”quatro cantos da nossa cidade” (está, por exemplo, tanto no painel didático do C.E.M. 04 da Guariroba, quanto na feira da ‘N’ Sul, lá intitulado de “O Recanto dos Poetas”; ou mesmo na requintada galeria da Aliança Francesa encontramos suas “Impressões Brasilienses”, sem entrar em maiores detalhes das suas demais 3.000 pinturas que tão bem descrevem os “monumentos” e personalidades da história cultural local). Todavia, é impossível deixar de descrever o seu painel “Desafio do Repente”, hoje parte integrante do conjunto arquitetônico e artístico de Niemeyer na Casa do Cantador do Brasil. Esta sua obra-prima traz nada mais, nada menos que “uma briga de violas” entre Gonzagão, o Rei do Baião x Lampião, o Vingador do Sertão, mostrando ambos com um olho a menos.
Tendo produzido um sem número de “xilogravuras pela & sobre a Ceilândia”, MARCÍLIO TABOSA já foi chamado de o ‘J.Borges Candango’. Ninguém de mente sã na “cidade mais nordestina do DF” consegue entender por que um artista popular desta estirpe cultural nunca pôde montar sua “oficina de livros artesanais” naquela que deveria ser (e ainda será!) a Casa da Cultura Brasileira, segundo a idéia original do seu grande arquiteto.

Pequena biografia por ele mesmo:

Marcílio Tabosa de Castro, é o meu nome. Nasci no dia 25 de Novembro de 1965, de parto natural, na quinta maior cidade do Ceará (segundo meu pai), Itapipoca.

O parto foi feito por minha avó paterna, Raimunda Pinto de Mesquita. Fui registrado erradamente no dia 02 de Janeiro de 1966. Eu e minha família viemos para Brasília, ou seja, Taguatinga em 1971, depois nos mudamos para a cidade de Ceilândia, onde vivo até o dia de hoje.

Meu pai: Afonso Carneiro de Castro e minha mãe: Maria Tabosa de Castro, que além de mim possui mais doze filhos, todos gente boa. Dentre eles: Raimundo (Broba), cartunista e roqueiro; Samuel Tabosa, programador visual gráfico; José Tabosa e Marcelo, protéticos profissionais e filósofos amadores...

Comecei a fazer meus primeiros traços aos 8 anos de idade na favela Chaparral (QNC 6 – Chácara 8 – Taguatinga) quando vi e fiquei maravilhado com um desenho do Batman descendo junto com a enxurrada; descobri que era de um amigo, o Francisco Sales Nogueira.

De lá para cá não parei mais.

Tive grande influência das histórias em quadrinhos nos meus desenhos e gravuras. Meus desenhos melhoraram muito depois que conheci um artista de 13 anos e grande talento Iuri Vieira Gonçalves em 1979 ou 1980, não me lembro bem.

Contatos: (61) 8446-8845 - email: xilogra@yahoo.com.br

Alguns obras de Marcílio
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Broba (Raimundo Tabosa)
Desenhista, cartunista, ilustrador e roqueiro.
Contatos: (61) 3581-1036

Alguns obras de Broba:

  




Neftaly Vieira (Nef)
Ilustrador, designer, cartunista e chargista com vasta experiência em mídia impressa. Trabalhou nos principais jornais da capital: Correio Braziliense, Jornal de Brasília, A Tribuna, entre outros. Ilustra livros infantis e manuais, e tem o domínio da infografia (ilustrações com detalhes explicativos, que uso recursos de 3D para melhor compreensão do leitor).

Contato: email: neftalygoncalves@gmail.com





Memória do Clube
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Antena 3

Trio formado por Oldair, Neno e Marcondes que reuniram-se raras vezes para prestigiar as grandes canções internacionais românticas, voltada para ocasiões especiais como o Dia dos Namorados.

Almablue (1995-2000)

Blues brasileiro: era assim que gostava de ser definida a música do grupo Almablue, que durante a segunda metade da década de 90 fez temporadas nas noites do Distrito Federal e Brasília. Formada por Pedro Jorge (composições, vocais e gaita), Alessandro Celso (guitarra e violão), Neno Vieira (composições e bateria) e Romuado (baixo). Pelo grupo ainda passaram vários outros músicos como Dillo Daraujo (guitarra), Adriano Silva (baixo na 1ª formação), Oldair Vieira (teclado na 1ª formação), Claudiney (guitarra, ex-Terno Elétrico), Cristiano Maurício (guitarra, ex-Banda Marssal) e Eco (Saxofone). As composições em português sempre atraiam a curiosidade das platéias, e as letras eram envoltas numa atmosfera, que era uma tentativa de aproximar o sentimento dos "bluesmen" à nossa realidade. A faixa "Um Bom e Velho Blues" chegou a tocar na Rádio Cultura FM de Brasília.

Caquexia (1997-2003)

Inicialmente se chamou Caquexia Assintomática, batizada por Tereza (vocais). A sua formação inicial era Tereza, Marcondes (guitarra), Adriano Silva (baixo) e Neno (bateria). Logo houveram transformações que levaram a banda a se tornam mais enérgica e dançante. Neno cedeu lugar a Capucci e no lugar de Adriano, Siri assumiu o baixo, tendo ainda a somatória de Ana (vocais) e Edgar (gaita). O som da banda sempre foi um mistura sadia de estilos mesclando composições próprias com covers.

Ovelha Negra (1996)

Cézar Portes sempre foi um músico, agitador cultural, e porque não dizer, um dos dinossauros da música ceilandense. Violonista e guitarrista, nos idos dos anos 90, juntou-se a Siri (baixo), Welton (bateria) e Clayton (vocais) para formarem um banda de rock aos moldes oitentistas. Fizeram um breve carreira mas deixaram registradas suas idéias no único disco que lançaram: Ovelha Negra, de 1997, que teve a participação de Oldair Vieira nos teclados e Edi Silva nas composições.

Outras Vozes (1991-1992)

A banda Outras Vozes nos remete a um dos embriões do Clube do Som, cujo o ponto crucial foi o encontro entre Oldair e Marcondes, que marcaria um futuro de musicalidade intensa. Marcondes (guitarra e vocais), Oldair (guitarra e vocais), Jean (vocais), Adriano (baixo) e Márcio (Bateria) é a formação que inovaria ao convidar outros músicos para celebrar momentos especiais. Prática esta que seria mais tarde, uma das pedras fundamentais do Clube.

Expresso (1987-1991)

Sérgio Pereira (baixo e vocais), Pedro Jorge (vocais), Alessandro Celso (guitarra) e Neno Vieira (bateria): foi com essa formação que a Expresso foi eleita uma das mais importantes bandas no ano de 1990. A canção "Apartheid" de Pedro Jorge foi tocada nas rádios brasilienses daquele ano, que ainda respirava os ares do rock-brasília dos anos 80. Mais tarde Sérgio Pereira seguiu carreira solo e a banda se dissolveu.

Esfera (1986-1987)



Oldair Vieira: guitarra, teclados e voz




Iuri Vieira: baixo, violão e voz



Neno Vieira: bateria, violão e voz

Trio de Rock-Progressivo ceilandense formado pelos irmãos: Iuri Vieira (vocais, baixo, violão e flauta), Oldair Vieira (guitarra, teclado, violão e vocais) e Neno Vieira (bateria, vocais, violão, guitarra e percussão). Representante único deste estilo no cenário dos anos 80, o trio tinha um som peculiar, elaborado e por vezes altamente deslocado do contexto musical de sua época. As letras e as melodias (na maioria de autoria de Iuri), mostrava uma forma bastante pessoal de compor. A ópera rock "O Grande Golpe" versava sobre a imposição das idéias daqueles que regem o mundo, em todas as suas formas de controle do indivíduo, e uma tentativa do autor em dar um significado a estas questões seculares e apontar uma saída. Um lirismo inusitado permeia todo o trabalho, que foi executado poucas vezes na íntegra. Por ter sido gravada precariamente em 1987, Oldair e Neno estão regravando a obra com a qualidade e os recursos que não eram disponíveis na época. Pretendem lançá-la futuramente, por se tratar, na verdade de um tributo a Iuri Vieira. Infelizmente grande parte da obra do Esfera se perdeu no tempo, pois quase nada foi registrado além do Grande Golpe.


Batalha (1983-1985)

O marco zero dos Vieira pode ser citado como o surgimento do grupo Batalha. Cézar Portes (guitarra-solo e vocais), Iuri Vieira (guitarra-base e vocais), Zeca (baixo e vocais) e Beí (bateria e vocais e irmão mais velho dos Vieira-Gonçalves) sempre foram encantados pela possibilidade de se formar um conjunto nos moldes dos Beatles. E aí estavam eles, realizando estas idéias, misturando composições próprias (Iuri, Cézar e Zeca) e alguns covers das bandas dos anos 70 e 60. Influenciados pelas bandas de bailes (naquela época, eram as únicas que existiam), eles caíram na estrada, e mesmo com toda a precariedade, falta de estrutura, falta de conhecimentos de toda a natureza foram verdadeiros heróis, muitas vezes, fabricando seus próprios instrumentos, e com espíritos desbravadores, abriram o caminho para eles mesmos e para os irmãos mais novos Neno e Oldair.



ICAV

ICAV - Instituto de Cultura Iuri Vieira, foi idealizado por Cláudio Pinheiro (escritor e ativista cultural), no intuito manter viva a chama das idéias de Iuri Vieira (1967-2001), que deixou um vasto material criativo em diversas vertentes das artes. Um artista movido por idéias inovadoras e audaciosas. Da música, que compunha, seja ela nos estilos mais populares ou em suas incursões pela música erudita, passando pelas artes plásticas e até o teatro, seus esforços sempre foram no sentido de buscar o que sempre houve de melhor nos estilos que apreciava.

Enquanto desenhista, ilustrador por excelência e quadrinista, criou inúmeras obras do gênero que mais apreciava nos quadrinhos: a ficção-científica. Junto com Marcílio, Samuel e Raimundo (Família Tabosa) e os amigos Luiz Cláudio, Ivan Lima e o irmão Neno Vieira, fundaram no final dos anos 80 o fanzine "Saga", impressa em preto e branco, primava pela qualidade gráfica de suas produções, muito influenciada pelos artistas do Metal Urlan americana.

O tempo amadureceu a qualidade artística de Iuri, que chegou a concluir obras inteiras, que por falta de oportunidade, nunca chegaram a ser impressas. De posse de boa parte deste material, Oldair pretende tornar público através das ações do Clube do Som, a obra deste que foi sem dúvida uma das pessoas mais influenciadoras no nosso convívio.

Dono de um temperamento forte, por vezes sarcástico, sempre bem-humorado e naturalmente criativo, publicitário por pura vocação, Iuri tinha um talento nato para as artes. Um espécie de "Midas" do designer, assim o classificaria mais tarde seu irmão Oldair.

Seu legado musical está repleto de composições que deixou registrado em anotações e partituras, e também nas composições da grupo Esfera, como a ópera-rock "O Grande Golpe", composto com os dois irmãos mais moços.

Os esforços dos irmãos Oldair e Neno, e de Cláudio PInheiro advém do motivo pelo qual, Iuri não estar mais entre nós, e mesmo assim, representar uma figura onipresente, importantíssima, que não deve sob nenhum pretexto, ser esquecida.

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